23 de jul. de 2010

RESPONSABILIDADE X LIVRE ARBITRIO


A noção de livre arbítrio está desassociada da de responsabilidade. Se o homem não fosse livre para atuar, seria apenas uma máquina cega; os criminosos e os viciados não seriam então responsáveis por seus atos, que poderiam atribuir aos seus « genes ». Essa crença de que todos os nossos pensamentos e todos os nossos atos são inteiramente determinados pelas leis da matéria, e que a impressão que temos de ser livres é ilusória, é chamada de determinismo. É a negação de toda responsabilidade e de toda moralidade.

A questão do livre arbítrio é esclarecida pela doutrina dos renascimentos sucessivos e evolução do ser: nas camadas inferiores da criação, o ser ainda se ignora; apenas o instinto e a necessidade o conduzem, e é apenas nos tipos mais evoluídos que aparecem, como uma alva veste pálida, os primeiros rudimentos de faculdades. Na humanidade, a alma está enriquecida pela liberdade moral. Seu julgamento, sua consciência se desenvolve mais e mais, à medida que percorre sua imensa carreira. Colocada entre o bem e o mal, compara e escolhe livremente. Esclarecida por suas decepções e seus males, é no seio das provas que sua experiência se forma, que sua força moral se tempera.

A questão do livre arbítrio pode se resumir assim: O homem não é, de forma alguma, conduzido fatalmente ao mal; os atos que perfaz não estão escritos antecipadamente; os crimes que comete não são de nenhuma maneira, o cometimento de uma sentença do destino. Ele pode como prova e como expiação, escolher uma existência onde terá as tentações do crime, seja pelo meio onde se encontra colocado, seja pelas circunstâncias que sobrevêm, mas ele é sempre livre de agir ou de não agir. Assim o livre arbítrio existe, no estado espiritual, na escolha da existência e das provas, e, no estado corporal, na faculdade de ceder ou de resistir aos arrastamentos aos quais voluntariamente nos submetemos.

Sem o livre arbítrio o homem não tem nem culpa no mal, nem mérito no bem; e isso é a tal ponto reconhecido que, no mundo, a reprovação ou o elogio são sempre proporcionais à intenção, isto é à vontade; ora, quem diz vontade diz liberdade. O homem não poderia então procurar uma desculpa de suas faltas na sua organização, sem abdicar de sua razão e de sua condição de ser humano, e assim se assemelhar aos brutos. Se ele assim agisse para o mal, agiria do mesmo modo para o bem; mas quando o homem faz o bem, tem um grande sentimento de estar fazendo algo meritório, e não se preocupa de gratificar seus órgãos, o que prova que, malgrado a opinião de alguns sistemáticos, ele não renuncia, instintivamente, ao mais belo privilégio de sua espécie: a liberdade de pensar.

A fatalidade, tal como se entende vulgarmente, supõe a decisão prévia e irrevogável de todos os eventos da vida, qualquer que seja sua importância. Se tal fosse a ordem das coisas, o homem seria uma máquina sem vontade. Para que lhe serviria sua inteligência, uma vez que em todos os seus atos seria dominado pelo poder do destino? Não haveria mais para o homem a responsabilidade, e por conseqüência nem o bem, nem o mal, nem crimes, nem virtudes. Deus, soberanamente justo, não poderia punir sua criatura pelas faltas que não dependeria dele não cometer, nem o recompensar pelas virtudes das quais não teria o mérito. Semelhante lei seria a negação da lei do progresso, porque o homem que esperasse tudo da sorte nada faria para melhorar sua posição, uma vez que, em o fazendo, nada ganharia.

A fatalidade, portanto não é uma palavra vã; ela existe na posição que o homem ocupa sobre a terra e nas funções que cumpre, e, por conseguinte, no gênero de existência que seu Espírito de fato escolheu como prova, expiação ou missão; ele sofre fatalmente todas as vicissitudes desta existência, e todas as tendências boas ou más que lhe são inerentes; mas aí termina a fatalidade, porque depende de sua vontade ceder ou não a essas tendências. Os detalhes dos eventos estão subordinados às circunstâncias que ele mesmo provoca por seus atos.

A fatalidade está então nos eventos que se apresentam, já que é conseqüência da escolha de existência feita pela ALMA; ela pode não estar no resultado desses eventos, uma vez que pode depender do homem lhes modificar o curso por sua prudência; ela jamais está nos atos da vida moral.

Medo de crescer


Síndrome de Peter Pan (James Barrie,1904) / Complexo de Cinderela (Charles Perrault do século XVII).




Crescer significa acima de tudo, perder o mundo da fantasia que criamos dentro de nós mesmos, mundo esse que tem e deve ser criado, pois é através da imaginação que interagimos internamente com o mundo, e o mundo dos contos de fadas é sempre algo, fantástico, onde o bem sempre vence o mal, o príncipe sempre vem montado no alazão branco, pronto para duelar com dragões e bruxas, e resgatar a princesa do alto da masmorra, é o mundo onde os piratas lutam contra um banco de garotos perdidos e destemidos, que nunca crescem, e mantêm a essência do conto por toda uma eternidade.


E crescer significa que o mundo dos contos de fadas, vai cair por “morro a baixo”, que vem uma realidade, que temos que enfrentar, com as todas conseqüências que ela exige, por isso muitos tem o MEDO de CRESCER, não porquê vão perder o mundo da história sem fim, mas porquê vão ter que andar com as próprias pernas, que as idealizações do príncipe e seu alazão não existem, nem que ela é princesa, que não existem piratas com ganchos na mão e nem ele é um garoto perdido. Essas pessoas tornam-se dependentes dos pais, e impotentes diante da vida. São Homens/Mulheres infantilizadas emocionalmente. Alguns pais até favorecem a isso, com a superproteção. Quem possui esse medo, teme principalmente as problemáticas que a vida adulta te a oferecer, que de forma inconsciente temem a infelicidade que a vida adulta pode trazer.


Procure descobrir o que o medo simboliza para você. O que ele representa. Acontece com o medo o mesmo que com outros sentimentos: quanto mais o negamos, mais poderoso ele se torna. Explore seu medo, descubra o que está por trás dele. A pessoa mais prejudicada nesse processo todo é você mesma. Por isso, arregace as mangas e trabalhe contra tudo isso, sem pensar em desistir. Afinal, ou o medo te controla ou você controla ele. Qual você prefere?

16 de abr. de 2010

Tenho 12 Horas vida...

Oi, sei que a notícia que vou escrever é triste, mas temo amigos que tenho que fazê-la.
Tenho apenas 12 horas de vida. Pensei que a vida fosse pra sempre e pra sempre ela se vai...
Mas estou aqui (ainda), e vou apresentar a minha lista das últimas 12 horas de vida.
Antes de chegar a lista, estou perguntando-me, será que tudo que fiz, fiz bem feito? Será que todos os meus amigos eu respeitei? Será que fui um bom profissional? Será que fui egoísta? Arrogante?
1ª hora - Vou ser meu próprio herói, vou salvar-me de mim mesmo...
2ª hora - Vou desculpar-me por esquecer-me, desculpar-me pela minha ausência, por ouvir tanto o que os outros queriam, sem ouvir-me...
3ª hora - Vou demitir-me, daquele emprego que não me faz feliz...
4ª hora - Vou ficar com minha família, e falar tudo que não falei...
5ª hora - Vou procurar meus amigos, há muito esquecidos...
6ª hora - Vou contar historinhas para meus filhos...
7ª hora - Vou a um asilo de idosos, e dizer pra eles, que a vida é bela...
8ª hora - Vou Nadar na praia, e sentir o sal e sol na pele...
9ª hora - I go any further than this...
10ª hora - Vou usar o coração ao invés da cabeça para fazer as coisas...
11ª hora - Vou viajar pelos céus e chegar as estrelas...
Meu fim esta próximo...
12ª hora - Vou optar pela felicidade agora, e não amanhã...
E por fim... Vou nascer de novo.
Pronto eis a minha agenda de 12 horas, pense você que esta lendo neste instante essa agenda. E se fosse com você, qual seria a sua agenda?
A vida é agora, de que adianta amealhar coisas, que nunca vão ser usadas...
A vida é agora, o amanhã se constrói com o agora e não com o depois de amanhã...Carpe diem...
A vida é agora, portanto cuide dela agora, faça agora em pouco tempo vai ser tarde demais...
Bem com isso, despeço-me de todos, e convido a todos que na próxima 13ª hora, compareçam ao nascimento de uma nova pessoa...

5 de abr. de 2010

Acabou a semana Santa

Bem pessoas, acabou a semana santa e com o milagre da ressureição, os nossos corações voltam a se encher de esperança, de que fazer o bem é algo possível e tangivel a todos. Mas será que os verdadeiros ensinamentos aprendemos? Passados quase 2 mil anos, do calvário, continuamos no mesmo passo lento, de evolução humana (falei humana e não cientifica), com vaidades, egoismos e etc..


E já que falei de calvário, com o final da semana santa, acabou o calvário da atriz (global) Susana Vieira, que em seu sofrimento foi até Brejo da Madre de Deus, agreste pernambucano (vide mapa) , onde por mais de 4 décadas, é ensenada a Paixão de Cristo, no maior teatro ao ar livre do mundo. À atriz vai finalmente poder dispensar os tambores e fogueiras para se comunicar com o mundo civilizado. Durante o seu calvário, a pobre atriz sofreu, um acidente onde feriu o olho (por sinal um derrame grave), e em uma entrevista coletiva e em outra a RedeTV, ela desdenha do povo acintosamente quando afirma que: "...Hoje eu me machuquei aqui, porque eu estou na selva,como é que chama isso aqui? Agreste, num tô acustumada,moro em Itaiangá na Barra...". Eu sei que a Barra é um lugar muito bonito D.Susana, tem a praia, local de culto ao narcisismo e próximo a floresta da Tijuca (local de desova). Mas D. Suzana, eu garanto que a Srª recebeu uma grana alta, para participar da ensenação da paixão de cristo, então como qualquer trabalhador(a), deve se sujeitar as condições de trabalho oferecidas pelo empregador, e conhecer o local de trabalho, o que não lhe confere o direito de ofender, o povo do meu agreste, do meu Pernambuco. E além disso, ela ainda teve a "humildade" de se comparar a Maria, Mãe de Jesus, que Jesus não é fruto do Espirito Santo. Tenha santa paciência, D.Susana, ai já é demais... . Tá variando das idéias ou se achando a última coca-cola do deserto, que pode falar abobrinha e tolices!!!
A D.Susana digo que até respeito a opinião dela, visto que ela não deve ter sido aprovada em geografia e tão pouco em religião, visto desconhecer a geografia humana, regional, natural e fisíca (no agreste não existe selva é vegetação de caatinga), e em conhecer um pouco mais sobre a vida de Maria a mãe de Jesus (pergunte ao Padre Marcelo).
A ofensa não foi pelo desdenho, mas sim pela falta de humildade para com o POVO que tanto faz pelo nosso Brasil, o povo que luta, batalha o pão nosso de cada dia.
Espero que os organizadores de Fazenda nossa, não contratem essa trabalhora outra vez, pois além de tudo, teve uma atuação pífia.
Pernambucano com muito orgulho de ter esse espetáculo em meu quintal, onde a cultura transpira os 360 dias do ano, e não só em 3 dias de carnaval na Sapucai.

9 de mar. de 2010

Comodismo


Tem gente que esta em uma situação ruim, e prefere permanecer nessa situação ruim por alguns motivos. Um desses motivos é o comodismo, que pode ser visto sob dois pontos de vista:O primeiro é a questão egoistica, que apesar da situação esta ruim para aquele individuo, ele prefere permanecer na inércia a ter que se sujeitar a uma alteração nesse estado das coisas. "Esta ruim, mas assim mesmo quero permanecer como estou."

Uma outra possibilidade de ver a inércia, é pelo medo, sim medo de que, caso se "mexa na casa de abelha, provoque o enxame...", e esse medo freia qual quer possibilidade de avanço, pois o agente sempre vai prever o retrocesso do contexto atual, via de regra é o pessimista que assim age.


Só fazendo lembrar que a palavra comodo, vem da Roma antiga, de um de seus imperadores Comodus, assassinado por estrangulamento em sua banheira em 192 d.c. .Em ambas as acepções, vamos poder ver o seguinte: A necessidade de manter a zona de conforto (mesmo não estando confortável), mesmo sendo um ponto crucial para reclamações, queixas e outras manifestações que o valham, mas sempre a terceiros, sem nunca ir de encontro com o objeto real do fato gerador da situação ruim.

Quem não se deparou com alguém, que tá sempre reclamando de algo ou sobre várias coisas e quando se apresenta uma solução para o causo, esse alguém cria ou expõe uma infinidade de motivos justificáveis a sua queixa, e justificando a sua existência. Via de regra, essas pessoas, são as "chatas" do nosso convívio, podemos classificar como Hard, personagem do desenho animado "Lippy o Leão e Hard Har Har" Hanna Barbera, que tinha o mote: "Ó vida, ó céus, ó azar...", que reclamava de tudo, sem se mover para nada.

Quem é assim quer ser o "coitadinho", e quase sempre imploram veladamente;"tenham pena de mim...". Ele não deseja a solução, deseja a sua empatia para com o fato corrente ou acontecido. Mas é preciso ter cautela com os coitadinhos, eles sugam a energia de quem esta em volta com a imobilidade existente neles.

1 de dez. de 2009

Alcoolismo


Eu já falei nesse espaço sobre o problemas das drogas, sob título "Aos brasileiros". Foi um alerta, um tipo de grito mudo, em uma tentativa de mostrar, o que é esse mundo que tantos escondem, por baixo dos tapetes das suas casas, junto com todo o lixo.
E o por quê, essa bagaça tem que ficar escondida ? Tem que ser escancarada, não da forma que se coloca na novela (geralmente global das 20:00 ou 21:00 ),fantasiosa, mentirosa. Ninguém quer assumir; Sou alcoolista ou sou alcoólatra ou ainda tem alguém alcoolista/alcoólatra na minha família Ninguém quer ser ajudado, melhor, até querem mas para ter a ajuda, tem que se expor, e é ai onde o caldo intorna.
É muito melhor dizer, bebo socialmente, só bebi uma só... mentiras para si mesmo, é o que fazemos de melhor. Nos estamos acostumados com piadinhas do tipo:"ninguém faz amizade bebendo gatorade..." *sem graça*, a apologia ao consumismo do álcool tá por ae a fora, são carnavais fora de época (nada contra), vaquejadas, bregas e etc., e os ocasionais vão tornando-se aos poucos consumidores fiéis e por fim, químico dependentes do álcool
Para um pouco, e colocar o contra-ponto da "vergonha" que é a coragem de enfrentar o problema, é a primeira janela aberta para sair desse caos.
O alcoolismo, é uma forma de punição ansiosa, que por alguns momentos, horas ou dias, anestesia àquela angustia, alivia a alma penada dos seus pesos normais da vida. Essa forma de matar-se, lenta e progressiva que deteriora não só o físico, mas delapida as relações econômicas e sócio-afetivas, levando cada vez a vida a meros escombros, assustadores ruínas sob uma carcaça frágil e tremula.
Beber não é ruim (muito menos eu posso dizer isso), mas o alcoolismo é uma doença física e social, conheço pessoas que bebem litros e litros de cachaça e são alcoólatras outras que bebem litros de cerveja e são alcoólatras, outras que bebem metanol e são alcoólatras, outras que não bebem nada e são alcoólatras.

Peço aos que vivenciam esse problema, não escondam por baixo do tapete, o diálogo é a melhor saída, e o quanto antes melhor. A vida é o nosso maior bem, cuida dele é poder cuidar do outro também.

27 de nov. de 2009

Aprender a partilhar...


Saindo um pouco do juridiquês, e adentrando em algo mais efêmero, ligado as relações humanas implícitas e intrincecas. Partilhar o aprender. O aprender é um processo que inicia-se, no momento do nascimento, temos que aprender como se respira, e olhe que é bem dolorido, depois temos que aprender quem é a nossa mãe e o que danado é aquilo que, colocam na nossa boca que sai um liquido branco, que mata a nossa fome e sede (aquilo é o seio materno), que nos primeiros meses de vida, ainda não aprendemos que, por trás daquele peito, esta a nossa mãe. Depois temos que aprender quem é o nosso pai, e por vai, e vai, e vai... Mas todo esse aprendizado é fundamentado na partilha, não conseguimos fazer absolutamente nada sozinhos, e quem diz que o faz, esta mentindo. Até para mentir, tem que partilhar a mentira com outra pessoa... Estava eu hoje conversando com uma amiga de sala de aula, sobre um momento de partilha, e essa conversa, sucitou esse texto. Mas sobre falava-se? Falava-se sobre, como uma pessoa pode aprender com o gesto de partilhar. A partilha iniciou com uma simples,explicação, sobre assuntos que logo mais, iriamos nos submeter a uma prova. Passamos coisa de 1 1/2 h reunidos, tagarelando sobre os temas em pauta, e percebi no silêncio de alguns, a vontade, o desejo verdadeiro de poder partilhar àquele momento, não porque não estudaram, mas por que queriam aprender a partilhar o pouco que sabiam indivivualmente, e poder transformar o pouco em muito, conhecimento verdadeiro, daqueles que não se esquecem nunca (como mãe, agente nunca esquece). O que não se vai esquecer, não é o assunto estudado, esse o próprio tempo se encarrega de levar para o limbo, o aprendizado real, foi o desejo e a harmonia daquelas pessoas que ali estavam, criando forças da partilha. Não estamos para ensinar, mas sempre para aprender... e o outro é sempre uma fonte de oportunidade ricas e singulares... Cada um que se fez presente, presentiou ao outro com o ensinamento da PARTILHA.

A Partilha e o prendizado, convergem sempre de fora para o centro, cinergeticamente, criando uma força motriz única, me faz até lembrar os três mosqueteiros (que eram quatro), um por todos e todos por um.

Agradeço a todos por me permitirem a realização de aprender a partilhar.